“NÃO HÁ, Ó GENTE, OH NÃO, LUAR COMO ESTE DO SERTÃO…”, CANTAVA CATULO

Charge da Aldo Malogoli

Com: Tribuna da Internet
Paulo Peres –
Poemas & Canções

O cantor, compositor e poeta maranhense, Catulo da Paixão Cearense (1863-1946), através de belos versos, escreveu a letra de “Luar do Sertão”. Além de ser o maior sucesso de Catulo, a música é considerada um dos maiores clássicos da MPB, consagrada popularmente como um segundo Hino Nacional. Essa toada foi regravada dezenas de vezes, mas foi lançada, inicialmente, por Eduardo da Neves, em 1914, pela Odeon.

LUAR DO SERTÃO
Catulo da Paixão Cearense

Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…
Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…

Oh, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando, folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…
Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
A gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia a nos nascer do coração

Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…
Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…

Se Deus me ouvisse com amor e caridade
Me faria essa vontade, o ideal do coração:
Era que a morte a descontar me surpreendesse
E eu morresse numa noite de luar do meu sertão

Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão…
Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão

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